Tenho que dar os parabéns ao PT. A eleição ainda não acabou, não sabemos se é Dilma que vai ao planalto (provavelmente, é), mas temos que tirar o chapéu e prestar os devidos reconhecimentos ao Partido dos Trabalhadores. Primeiro, porque seu eterno líder e presidente honorário se manteve no poder por oito anos, em mares tão turbulentos que ouso dizer nunca antes navegados, e, segundo, porque mostrou que sabe ser situação, além de oposição.
Mares nunca antes navegados, porque os escândalos do mensalão, deputados com dinheiro na cueca, queimas de arquivo, sucessivas aprovações de arrochos salariais nas Casas parlamentares e escândalos até mesmo na Casa Civil, constituem um grau de corrupção tão escandaloso, que considero nunca ter sido visto. Por muito menos (e muito mais foco da imprensa Global), destituíram um presidente eleito. Temos que aplaudir a ousadia na manobra política do companheiro Lula ao dizer que “não tinha conhecimento” e em como controlou uma imprensa que, hoje, reside em níveis de chapa branca comparáveis aos da época da Ditadura. Foi genial, eu tiro o chapéu.
E ao PT, como um todo, minhas mais sinceras congratulações por saber conduzir uma eleição com maestria. Diferentemente dos Tucanos, o povo da foice sabe ser situação e oposição. Vide o número de antes analfabetos, mas hoje recém formados historiadores políticos e econômicos, que enchem a boca para falar de FMI, dívida externa e outros males extintos da época do governo de Fernando Henrique – males que Lula extinguiu, ora!
Burguês faz chacota de operário, mas os operários, hoje, mostraram que sabem jogar um fantoche inexpressivo no palanque, tacar laquê e colocar a incrível maquina que criaram em oito anos para suportá-la, e vencer na popularidade. Me pergunto se o Serra, quando fez sua base para lançar-se como candidato Tucano, não se perguntou se seria mais vantajoso apoiar um carismático como o Aécio (para ter chances reais de eleição), e se contentar com um cargo de ministro e estar presente, do que arriscar exibir sua careca lustrada e antipática à tapa, perder nas urnas e não levar nada.
Parabéns ao Partido dos Trabalhadores. Por ser visionário ao formar a massa acrítica que jubila há anos no nordeste, pensando unicamente nesse dia: o dia que 15 milhões à margem da miséria votam em Dilma e na “presença constante de Lula” – amparados por Bolsa Família, Escola, Desemprego e muitos outros, além de atendimento para mudança de sexo no INSS, de graça, em ano de eleição.
E, claro, parabéns também por conseguir, até mesmo na classe média do sudeste, um número expressivo de eleitores. A classe mais achatada com impostos crescentes para financiar o assistencialismo ao miserável que adora um populismo, e fazer girar a nova máquina do Estado, que, hoje, deve eleger a primeira presidente mulher do Brasil. Uma conquista, pelo sutiã e saia que usa, não sua massa cerebral ou estratégias (que beiram a inexistência).
Faça como eu e vista o nariz vermelho (como o partido) de palhaço, pois você acaba de colocar a mesma corja do mensalão no poder. A mesma que não sabia, não ouviu, não viu, só embolsou. Parabéns ao PT.